Estou aqui numa das nossa praias.
Estou em S.Pedro,
onde viemos a última vez.
Estou triste Mick!
Muito triste sem ti.
Esta dor que continua a aumentar
está-me a consumir imenso.
Sinto um desespero enorme por não te ver,
por não te ter.
Quero esperar por ti
mas sei que nunca mais vais voltar.
Dói-me muito!
Sinto vontade de morrer,
mas não te preocupes,
nada vou fazer.
Embora a minha vida tenha perdido o sentido,
tenha perdido a habitual alegria,
o que me faz apetecer morrer,
eu não o vou fazer.
Vou continuar pelos dois,
com a força que este amor imenso,
me faz conseguir ter...
mas metade da minha vida
perdeu o significado,
senão, quase toda.
E agora Miguel?
Agora mais uma vez te pergunto:
O que faço a todo este amor que tenho dentro de mim?
Morrer era o mais fácil,
mas seria errado
e eu sei que não irias gostar que o fizesse.
Sabes o que acalmava esta dor?
Saber que um dia te voltarei a ver,
pois mesmo faltando muito tempo,
sabia que um dia te iria reencontrar
e só isso acalmaria o meu coração.
Só isso amenizaria a dor que sinto
e que me enche o peito
de um vazio tão grande
que nem cabe dentro de mim...
tal como esta dor,
tal como este amor,
que sei, nunca vai deixar de existir.
Este amor que sinto
e que tanto me fez lutar por ti.
Os maus momentos não existiram,
estão fechados numa caixinha,
arquivados para sempre.
Só ficaram todas as boas recordações
e estes últimos momentos que foram tão bons,
como dissemos no último dia:
"Temo-nos rido tanto um com o outro",
Amor da minha vida...
"Inté!"
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
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